O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) está divulgando que a cotação da arroba (15 quilos) do boi gordo diminuiu de valor no nal de dezembro, queda média de 15%. Conforme levantamento periódico do Mapa, a arroba do boi gordo estava cotada a R$ 180 no último dia 30. No início do mês passado, chegou a R$ 216. Conforme o ministério, o preço da carne vai reduzir para o consumidor nal. O cenário “indica uma acomodação dos preços no atacado, com reexos positivos a curto prazo no varejo”, descreve nota que acrescenta que a alcatra teve “4,5% de queda no preço nos últimos sete dias”. Carne Bovina / Foto: Rizemberg Felipe Finalize seu Cadastro XP Investimentos Invista em produtos que o seu banco não conhece. Finalize seu cadastro na XP. REGISTRAR-SE Publicidade ÚLTIMAS há 2 horas Família que perdeu casa e móveis em incêndio no início de 2020 pede doações em Araguaína há 3 horas Consumidor da zona rural pode realizar a própria leitura da fatura de energia no Tocantins há 4 horas Polícia Civil entrega celulares e tablets roubados nos últimos meses de 2019 em Palmas Jovem que já foi esfaqueado e espancado a pauladas é / Segundo projeções do Mapa, a arroba vai car entre R$ 180 e R$ 200 nos próximos meses, dependendo da praça. A queda do valor interrompe a alta de 28,5% que salgou o preço da carne nos últimos seis meses. A perspectiva, porém, é de que o alimento não volte ao patamar inferior. “Estamos fazendo a leitura de que isso veio para car, um outro patamar do preço da carne”, avalia o diretor do Departamento de Comercialização e Abastecimento do Mapa, Sílvio Farnese. “Eu tenho certeza que o preço não volta ao que era”, concorda Alisson Wallace Araújo, dono de dois açougues e uma distribuidora de carne em Brasília. Segundo ele, no Distrito Federal, o quilo do quarto traseiro do boi estava custando para açougues e distribuidoras de carne R$ 13,50 há seis meses. Chegou a R$ 18,90 em novembro, e hoje está em R$ 17,70. Estabilização dos preços Há mais de uma razão para a provável estabilização dos preços em valores mais altos do que há um ano. O mercado internacional tende a comprar mais carne brasileira, os produtores estão tendo mais gastos ao adquirir bezerros e a eventual recuperação econômica favorece o consumo de carne no Brasil. No último ano, beneciado pela perda de rebanhos na China e pela alta do dólar, o Brasil ganhou mercado e vários frigorícos foram habilitados para vender mais carne no exterior. Só em novembro, mais cinco frigorícos foram autorizados pelos chineses a exportar carne. Em outros países também houve avanços. Mais oito frigorícos foram aceitos pela Arábia Saudita no mesmo mês. A carne brasileira é competitiva no mercado internacional porque é mais barata que a carne de outros países produtores, como a Austrália e os Estados Unidos, cujo o gasto de criação dos bois é mais oneroso por causa do regime de connamento e alimentação. O gado brasileiro é criado solto em pasto. O Brasil produz cerca de 9 milhões de toneladas de carne por ano e 70% é consumida internamente. Mas a venda para o exterior é atrativa para os produtores e pressiona valores. “A abertura de um mercado que comece a PUBLICIDADE há 7 horas executado com tiro no rosto em Gurupi há 7 horas Educação municipal de Araguaína abre 5.300 vagas para novos alunos; matrículas iniciam dia 6 há 7 horas Mulheres são presas em agrante tentando entrar com maconha e LSD na CPP de Palmas há 9 horas Professores recebem bonicação salarial de 100% no último dia útil de 2019 no sul do Tocantins / receber um produto brasileiro ajuda o criador na formação de preço”, descreve Farnese. A alta recente dos preços do boi está viabilizando a renovação do gado quando o preço dos bezerros está valorizado. A compra dos bezerros é necessária para repor o gado abatido nos últimos anos, inclusive de vacas novilhas. Além disso, em época de chuva, com pasto mais volumoso, os pecuaristas vendem menos bois e mantém os animais em engorda, o que também repercute na oferta e no preço do alimento. “Os criadores não se dispõem a vender porque têm alimento barato para o gado”, assinala o diretor do Departamento de Comercialização e Abastecimento do Mapa, Sílvio Farnese. O comerciante Alisson Wallace Araújo acredita que com a recuperação da economia e diminuição do desemprego, haverá mais demanda por carne ao longo do ano. “É uma crescente”, diz Araújo. Ele, no entanto, não acredita em alta nos próximos meses. Em sua opinião, o consumo de carne diminui em janeiro por causa das férias e gastos sazonais das famílias (como impostos e material escolar) e depois do carnaval por causa da quaresma (período em que os católicos diminuem o consumo de carne).