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Quinta-feira, 22 de Outubro de 2026

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Paulo Carneiro, Felipe Rocha, Moisés Gomes e Ramos: bastidores da guerra pelo Sebrae

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O comando do Sebrae a partir do próximo ano já movimenta os bastidores da política empresarial e partidária no Estado. Não é para menos: o orçamento anual é de R$ 110 milhões.

Como pano de fundo, o resultado das eleições em outubro último tende a pesar no jogo de indicações para dois cargos chave: a presidência do Conselho Deliberativo, atualmente ocupada pelo administrador Rogério Ramos e a Superintendência, ocupada pelo engenheiro agrícola, Moisés Gomes.

Para o cargo de Ramos, desponta -  com aval do governador Wanderlei Barbosa, segundo corre nos bastidores -  o presidente da FAET, Paulo Carneiro. Aliado histórico da senadora Kátia Abreu (PP), Carneiro se desvinculou dela no segundo turno das eleições, no apoio ao presidente Jair Bolsonaro, o preferido do Agro. A senadora apoiou e faz parte da equipe de transição do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva.

No processo de desligamento da liderança de Kátia, Carneiro teria sinalizado ao Palácio rompimento com a Senadora e apoio a Barbosa em troca do apoio para assumir o Conselho Deliberativo do Sebrae.

Pano rápido.

Considerado um quadro extremamente qualificado, com resultados fortes no comando do Sebrae, Moisés Gomes enfrenta como fator de desgaste, justamente o que foi o fato preponderante para ter alçado ao cargo em 2019: ser casado com a senadora Kátia.

Em busca de apoio para permanecer à frente da Superintendência ele tem circulado entre aliados.

Nos bastidores já corre o nome como candidato ao mesmo cargo, o secretário Rogério Ramos, atual presidente do conselho deliberativo e secretário de Governo da prefeita Cinthia Ribeiro Mantoan. A prefeitura não tem votos, e Ramos é indicado pela Federação das Micro e Pequenas Empresas para o cargo que já ocupa.

Acordo de bastidores, interferência de Dorinha e candidatura de Felipe Rocha

Nos bastidores, governo e prefeitura de Palmas devem marchar juntos para esta eleição, ratificando um acordo que Barbosa e Cinthia fizeram quando decidiram sua aliança para esta eleição, que tem um alcance para outros segmentos de representatividade. 

Eleita senadora com o apoio de Wanderlei e sem o apoio de Cinthia que optou pela Senadora Kátia, a deputada federal Professora Dorinha tem dado sinais de querer participar deste processo.

“É uma coisa que ela sempre criticou (interferência política em outras instituições), mas o núcleo que caminha em redor dela, quer ocupar estes espaços”, disse ao Blog uma fonte próxima da senadora eleita.

Quem teria interesse na vaga de superintendente e vem se mexendo para isto nos bastidores é Felipe Rocha (PSB), que se apresenta como empreendedor social e especialista em Economia. Polêmico, ele já foi candidato a vereador (ficando na suplência) e a deputado federal. O nome causa estranheza por não ser próximo do segmento empresarial.

Outro que tentou se articular para a vaga, teria sido o empresário Joseph Madeira, presidente da Acipa.

Um freio de breque neste sentido veio direto de Wanderlei Barbosa. Procurado por um antigo aliado, o governador foi questionado se romperia o acordo com a prefeita e aliada Cinthia Ribeiro, diante das movimentações internas de seu grupo na construção de candidaturas avulsas. “Em 30 anos na política, ainda não vi o senhor romper um acordo”, disse o aliado a Barbosa. “E quem disse que eu vou romper?”, teria respondido Wanderlei. Coube ao secretário de governo, Jairo Mariano, atuar como Bombeiro e informar aos grupos de Dorinha e Joseph Madeira (especialmente Beto Lima e Silva, da Indústria e Comércio) que não há espaço para pleitear o apoio do chefe neste pleito.

No peso e contrapeso, Meurer virou “profissão Sebrae”

O jogo de forças continua.  São 15 votos. Votam, além de Governo do Estado (através da SICS e da Unitins), Fieto,Sesi, Faet, Senar, Fecomércio, Fampec, Faciet, os bancos (Caixa, Basa e Banco do Brasil), UFT e Sebrae Nacional.

Encastelado há 12 anos na Diretoria Financeira do Sebrae, está Jarbas Meurer. O empresário tem desgastes internos e externos. Atua como uma espécie de “dono” da cadeira, onde barra investimentos sem justificativa técnica, por pura implicância política.

Foi o que fez durante a eleição, quando seus irmãos anunciaram apoio à candidatura de Carlos Amastha, em reunião na empresa da família e ele tomou decisões que interromperam ações da instituição.

Jarbas ainda tem o apoio do presidente da Fieto, Roberto Pires, mas pode não se sustentar, justamente pela visão obtusa.

O que virá na sucessão de Ramos e Gomes ainda é uma incógnita, mas o jogo de interesses é grande. O que se espera é que as preferências de A ou B não interrompam o trabalho operoso e contínuo que foi desenvolvido nos últimos quatro anos. O Sebrae é grande e não pode se apequenar.

Felipe Rocha diz que não vai disputar a vaga

Após a circulação do artigo, o administrador de empresa e especialista em economia brasileira para negócios, Felipe Rocha, entrou em contato nesta quarta-feira, 9, e negou que tenha qualquer interesse em disputar o Sebrae. "Isso não procede, nunca tive essa pretensão, não tenho legitimidade representativa e história nessa honrosa instituição. Isso não passa de especulação de bastidores", declarou. 

 

Fonte: Portal T1 Noticias

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