Entre as reivindicações e sugestões para a melhoria de aperfeiçoamento do sistema judicial no Tocantins, em inspeção que teve início na manhã desta quarta-feira (20), em Palmas, a pauta mais apresentada foi a dificuldade de acesso aos juízes e de atendimento pelas Varas.
Ainda na tarde desta quarta-feira, a comitiva, liderada pelo presidente da Ordem dos Advogados do Brasil no Tocantins (OAB/TO), Gedeon Pitaluga, apresentou ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) ofício formalizando 20 itens de reclamações do sistema judicial realizados pela advocacia tocantinense.
Para a compilação das reclamações da advocacia, foi convocada reunião extraordinária do colégio de presidentes de subseções de todo o estado com a participação dos dirigentes de subseções que levaram demandas da classe. No início da manhã, a abertura da inspeção do CNJ contou com a participação da Corregedora Nacional de Justiça, Ministra Maria Thereza de Assis Moura, a quem foi encaminhada a demanda da advocacia tocantinense.
O presidente da OAB/TO, Gedeon Pitaluga, defendeu o diálogo e a importância da construção conjunta de soluções, afirmando que a falta de acessibilidade ao judiciário é um grave retrocesso na defesa dos direitos dos cidadãos.
“Para que exista justiça, é necessário atender o cidadão com efetividade e dignidade. Por meio da reunião extraordinária de presidentes de subseções de todo o estado, foi possível fazer uma compilação de que a reclamação sobre a falta de atendimento de juízes tem sido um problema sistêmico da advocacia em todo o estado”, informou.
Gedeon Pitaluga também afirmou que "no Tocantins, juízes estão cada dia mais distantes dos cidadãos e da cidadania".
A procuradora-geral de prerrogativas da OAB/TO, Aurideia Loiola, pontuou que o exercício pleno da advocacia impõe o livre acesso a juízes e que a falta de atendimento ou a demora pode configurar uma violação a essa prerrogativa.
Para a ouvidora-geral da OAB/TO, Janair Garcia, as demandas da advocacia são prioridades. “Fomos prontamente ouvidos e saímos da reunião com a expectativa de que as situações apresentadas sejam resolvidas”, destacou.
De acordo com o presidente da subseção da OAB/TO em Taguatinga, Saulo Freire, o estado é pequeno e, por isso, o número de processos está em menor quantidade. “O Judiciário tocantinense tem a oportunidade ímpar de servir de espelho para o Brasil inteiro”, pontuou.
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