Gestores das unidades de conservação ambiental do Estado se reuniram nesta semana para elaboração do Plano Operativo Anual (POA) para 2020. O POA é o planejamento estratégico e orçamentário para a realização das ações dentro das unidades ao longo do exercício. No POA são traçados objetivos e metas para o ano em curso, com previsão de ações para melhorar a gestão das áreas de proteção, como aquisição de bens, capacitação de agentes e operações de fiscalização.
As reuniões foram realizadas na sede do Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins), órgão ambiental do Estado, responsável pelo controle das unidades, e foram coordenadas pela Diretoria de Biodiversidade do Instituto.
O gerente de Unidades de Conservação, Parques Estaduais e Monumento Natural do Naturatins, Gilberto Iris, explica que nesses encontros também são apresentadas aos gestores das unidades estaduais de conservação as novas ferramentas disponíveis de gestão, como forma de garantir um nivelamento no preparo dos gestores e suas equipes para uma melhor operacionalização dos sistemas disponíveis. “São reuniões de troca de informações, onde os gestores apresentam os resultados da POA do ano anterior e as dificuldades existentes em suas áreas e fazem projeções para o ano em curso”, resumiu.
Foram dois dias de trabalho, que reuniu os gestores das nove unidades de conservação em operação no Tocantins. Graças à diversidade de biomas existentes no Estado e ao tamanho de seu território, todas as unidades possuem características particulares, com problemas e necessidades diferentes umas das outras.
O Parque Estadual do Cantão, por exemplo, é uma área cobiçada por pescadores e caçadores e, por isso a fiscalização precisa ser mais ostensiva, contando com a parceira da Polícia Militar Ambiental.
Já no Parque Estadual do Jalapão a exploração turística merece atenção especial. “Mesmo as áreas particulares quando têm atrativos turísticos precisam ter ordenamento ambiental, para evitar que haja desmatamento e outros danos que comprometam os biomas do local”, informou Gilberto Iris.
Para Aline Vilarinho Rocha Aires Melo, supervisora da Área de Proteção do Bananal Cantão, essas reuniões são muito importantes para avaliar o que foi realizado e alinhar as novas metas. “No ano passado não conseguimos implantar o manejo integrado do fogo, por falta de gestor na APA Bananal Cantão, e este ano é uma das ações que vamos implantar”, ilustrou.
A supervisora anuncia também que receberão reforços outros projetos importantes de unidade que administra, como o Projeto Quelônios da Amazônia, realizado com a participação da comunidade. “Além disso, as ações de educação ambiental, monitoramento de atividades da APA e fiscalização continuarão”, anunciou.
Unidades
O Tocantins possui nove unidades de conservação em operação, sendo elas Área Estadual de Proteção Ambiental das Nascentes de Araguaína, Área Estadual de Proteção Ambiental do Jalapão, Área Estadual de Proteção Ambiental Serra do Lajeado, Monumento Natural Estadual das Árvores Fossilizadas do Tocantins (Monaf), Parque Estadual do Cantão, Parque Estadual do Jalapão e Parque Estadual do Lajeado.
Além das nove unidades já em operação, no Tocantins outras quatros áreas já foram criadas por meio de leis específicas e estão em fase final de elaboração do Plano de Uso Público. São eles: Área Estadual de Proteção Ambiental Foz do Rio Santa Tereza (localizada no município de Peixe), Área Estadual de Proteção Ambiental Lago de Peixe-Angical (localizado nos municípios de São Salvador do Tocantins, Paranã e Peixe); Área Estadual de Proteção Ambiental Lago de Santa Isabel (Ananás, Riachinho, Xambioá e Araguanã): Área Estadual de Proteção Ambiental Lago de São Salvador do Tocantins-Paranã (Paranã, Palmeirópolis e São Salvador do Tocantins).