Notícias do TO

Sabado, 05 de Setembro de 2026

Notícia

Debate no STF sobre obrigação dos municípios de garantir vagas em creches pode gerar impacto...

Portal Administravel

Publicidade

Nome do anunciante aqui!

OUVIR NOTÍCIA

A Confederação Nacional dos Municípios (CNM) emitiu uma nota nesta quinta-feira, 8, para lamentar a manifestação do ministro Luiz Fux pela obrigatoriedade do Poder Público de oferecer e garantir vagas em creches e pré-escolas para crianças de 0 a 5 anos. O julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) foi suspenso após pedido de vista. Entretanto, a entidade já manifesta preocupação diante dos impactos financeiros. Cálculos apontam que a medida pode gerar um custo anual de R$ 37,4 bilhões para cumprir a meta de 50% estabelecida pelo Plano Nacional de Educação (PNE) até 2024, e R$ 120,5 bilhões considerando a garantia da totalidade das vagas para a faixa etária. A CNM ainda destaca que a estimativa ainda não considera todas as despesas para a construção das creches e sua manutenção.

PROJEÇÃO NO TOCANTINS

Conforme o estudo da CNM, o impacto anual nos municípios do Tocantins seria de R$ 345.384.000,00 milhões para garantir 50% das vagas em creches e pré-escolas para crianças de 0 a 5 anos, e de R$ 1.075.420.800,00.

GRANDE PROBLEMA

Na nota, a CNM pede atenção às realidades de cada município. “A realidade de cada município em relação à oferta e à demanda manifesta por creche é muito diferente, em decorrência da população residente, da urbanização e das atividades econômicas. Portanto, é evidente a necessidade de expandir o atendimento às famílias que comprovadamente precisam, sempre considerando as disponibilidades financeiras e fiscais dos municípios, mas tornar obrigatório sem se considerar as realidades locais, a necessidade das famílias e a disponibilidade de cada ente local é um grande problema para a gestão da educação no país”, resume.

Confira os impactos por unidade da federação:

Leia abaixo a íntegra da manifestação da confederação nacional dos municípios:

A obrigatoriedade da garantia de vagas em creches teve julgamento pelo Supremo Tribunal Federal (STF) iniciado nesta quinta-feira, 8 de setembro. A ação foi movida pela prefeitura de Criciúma (SC) sobre a obrigatoriedade do poder público de oferecer e garantir vagas em creches e pré-escolas para crianças de 0 a 5 anos. A análise está prevista no Recurso Extraordinário (RE) 1.008.166. A Confederação Nacional de Municípios (CNM) atua na figura de representação do Município, e realizou sustentação oral em que apresentou dados em defesa dos entes locais.

A entidade alertou para os impactos da obrigatoriedade das vagas nas creches em dois cenários: o cumprimento de 50% até 2024 definido no Plano Nacional de Educação (PNE) e a meta de 100% das crianças matriculadas. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o país possui aproximadamente 11,8 milhões de crianças de 0 a 3 anos.
 

O Censo Escolar de 2021 apontou que 3,4 milhões de crianças são atendidas pelas creches no país. Os Municípios são responsáveis por, ao menos, 70% das matrículas totais nas creches (2,4 milhões), enquanto os outros 30% são atendidos pela iniciativa privada — uma vez que as esferas federal, estadual e o Distrito Federal possuem uma quantidade pouco expressiva de matrículas.


Estimativas da CNM apontam que o custo médio de manutenção das crianças na creche atualmente já se aproxima de R? 50 bilhões/ano, dos quais R? 35 bilhões estão sob responsabilidade dos Municípios. Para matricular 50% das crianças nas creches seria necessária a abertura de 2,6 milhões de novas vagas. O atendimento de 100% das crianças nessa faixa etária requereria a criação de 8,4 milhões de vagas, o que corresponde a 71% da estimativa de população da faixa etária para 2021.


As prefeituras possuem um custo por aluno aproximado de R? 1.200 por mês. A estimativa é decorrente de incursões da Confederação — através dos projetos “Experiência Municipal” e “Realidade Municipal” — junto a administrações municipais com a finalidade de estimar o custo efetivo da execução dos serviços públicos. As informações colhidas foram corroboradas posteriormente por meio de contatos da CNM com outros gestores municipais.


Considerando o contingente de crianças fora das creches, a eventual obrigatoriedade pelo STF implicaria em um impacto considerável para as prefeituras. Cálculos da Confederação apontam que a medida pode gerar um custo anual de R? 37,4 bilhões para cumprir a meta de 50% estabelecida pelo PNE e R? 120,5 bilhões considerando a garantia de vagas a 100% dessa população. A estimativa não considera todas as despesas para a construção das creches e sua manutenção.

A primeira estimativa da CNM, presente em estudo apresentado em junho, durante Mobilização Municipalista, apontou o impacto da integralização em R? 90,8 bilhões, uma vez que considerava que a iniciativa privada, tal qual a proporção de hoje, absorveria uma parcela das crianças nas suas creches. A estimativa atual assume para os Municípios a garantia de oferta de vagas para as creches em sua totalidade.

O poder público tem o dever de assegurar vaga a todas as crianças e jovens, independentemente da renda familiar, porém a Constituição brasileira trata de forma diferenciada as creches e as pré-escolas. A pré-escola tem caráter obrigatório e a meta do país é atender 100% das crianças de 4 e 5 anos nesse segmento da educação básica. A taxa de atendimento de crianças nessa faixa etária, em 2019, foi de 92,9%, segundo o Inep. Os Municípios, responsáveis por essa etapa de ensino, vêm buscando assegurar a ampliação do acesso na pré-escola e a busca ativa das crianças que ainda se encontram fora da escola é necessária e urgente.


Já a creche é o único segmento da educação básica que, constitucionalmente, não é obrigatório, e a meta do país não é de universalizar o atendimento educacional na faixa etária de 0 a 3 anos, mas atender, no mínimo, 50% dessas crianças até 2024. Em 2019, o Brasil atendeu 35,6% de crianças de 0 a 3 anos. A realidade de cada Município em relação à oferta e à demanda manifesta por creche é muito diferente, em decorrência da população residente, da urbanização e das atividades econômicas. Portanto, é evidente a necessidade de expandir o atendimento às famílias que comprovadamente precisam, sempre considerando as disponibilidades financeiras e fiscais dos Municípios, mas tornar obrigatório sem se considerar as realidades locais, a necessidade das famílias e a disponibilidade de cada Ente local é um grande problema para a gestão da educação no país“.

 

Fonte: Portal de Noticias Cleber Toledo

  • Compartilhe
  • Compartilhar no Facebook
  • Compartilhar no Twitter
  • Compartilhar no WhatsApp

Publicidade

Nome do anunciante aqui!

Publicidade

Parceiro
Nome do anunciante aqui!
Parceiro
Nome do anunciante aqui!

Popular este mês

Publicidade

Parceiro
Nome do anunciante aqui!

Veja também

Gasto em campanhas poderá chegar a R$ 6,2 mi para Governo e R$ 3,17 mi ao Senado
27Jul

Gasto em campanhas poderá chegar a R$ 6,2 mi para Governo e R$ 3,17 mi ao Senado

Gasto em campanhas poderá chegar a R$ 6,2 mi para Governo e R$ 3,17 mi ao Senado

Gasto em campanhas poderá chegar a R$ 6,2 mi para Governo e R$ 3,17 mi ao Senado
27Jul

Gasto em campanhas poderá chegar a R$ 6,2 mi para Governo e R$ 3,17 mi ao Senado

Gasto em campanhas poderá chegar a R$ 6,2 mi para Governo e R$ 3,17 mi ao Senado

Senadora Professora Dorinha defende fim da escala 6x1
19Jun

Senadora Professora Dorinha defende fim da escala 6x1

Senadora Professora Dorinha defende fim da escala 6x1

Senadora Professora Dorinha defende fim da escala 6x1
19Jun

Senadora Professora Dorinha defende fim da escala 6x1

Senadora Professora Dorinha defende fim da escala 6x1

MAIS NOTÍCIAS
Fale com a redação!

Envie sua mensagem, estaremos respondendo assim que possível ; )