Cerca de 30 prefeitos do Tocantins discutiram sobre o retorno das aulas presenciais nos municípios durante uma reunião na sede da Associação Tocantinense de Municípios (ATM), em Palmas, nesta terça-feira (18). Na semana passada, o Governo do Estado autorizou a retomada gradual das atividades educacionais nas escolas públicas e privadas.
O presidente da ATM e prefeito de Talismã, Diogo Borges, disse que após o novo decreto, dezenas de prefeitos começaram a manifestar preocupação com o retorno das aulas presenciais, principalmente nos Municípios que observam uma escalada da contaminação por coronavírus. “Está havendo oscilações de casos de contaminação na grande maioria dos Municípios, um sobe e desce de números que não traz nenhuma seguridade para o retorno de aulas presenciais neste término de ano letivo”, disse Borges.
“Parece haver uma falta de conhecimento das autoridades de Estado sobre o cenário epidemiológico nas localidades”, disse o prefeito de Taguatinga, Paulo Roberto.
Os prefeitos disseram que a medida adotada pelo Estado acentua distorções ao Pacto Federativo, em que o Estado repassa o peso da decisão aos Municípios. “O Estado quer que o Município assuma suas responsabilidades em decisões que exigem planejamento e monitoramento”, disse a prefeita de Jaú do Tocantins, Luciene de Araújo.
“Temos 12 servidores do Estado contaminados pelo coronavírus numa escola estadual", revelou o prefeito de Muricilândia, Alessandro Borges.
“Nosso Município está com quase 200 casos ativos, o povo assombrado e o Estado falando em retorno presencial das aulas (?)”, indagou o prefeito de Dois Irmãos, Geciran, empossado nesta semana, após o prefeito João Carlos falecer em decorrência de complicações da covid-19. Atualmente, o Tocantins tem cerca de 14 mil casos ativos.
O QUE FICOU DECIDIDO?
Os prefeitos decidiram, de forma unânime, pela continuidade das aulas remotas. “Chegamos a um entendimento de que não há segurança para o retorno das aulas presenciais neste momento, até uma próxima avaliação, que deve ocorrer no mês de junho. Casos os números estejam positivos, os Municípios retornam as aulas presenciais. Esperamos que até lá o número de vacinados esteja maior, inclusive com a inclusão dos profissionais de educação nos grupos prioritários a serem vacinados”, disse o presidente da ATM.
Fonte: AF Noticias